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The Personal Coach
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A história da hipnose, na realidade, iniciou-se antes da existência de qualquer relato escrito da história humana. Nas cerimônias religiosas e de cura de todos os povos primitivos que já habitaram este planeta existem elementos essenciais para induzir seus participantes em transe hipnótico. Assume-se, portanto, pelo estudo das cerimônias de povos primitivos ainda existentes na África, na Austrália e em outros lugares, que, mesmo antes da história começar a ser gravada, as induções eram realizadas através de cantos rítmicos, batidas monótonas de tambores, juntamente com o olhar fixo dos olhos acompanhado de catalepsia do resto do corpo.
Na realidade é sem importância que estas cerimônias sejam chamadas de religiosas, curandeirismo ou uma combinação de ambas. O fato é que o estado de transe existia e seu caráter era hipnótico, apesar de que a palavra “hipnose” jamais fora aplicada a ele antes de Braid cunhar o termo em 1842.
Todos aqueles que viajam através do mundo estão familiarizados com hindus, faquires, iogues, encantadores de serpentes, e adeptos da Magia no ocidente que induzem em si e em outros, estados catalépticos através da fixação dos olhos e de outras técnicas de mesmerismo, capazes de realizar proezas físicas e de eliminar a dor. O mais antigo relato registrado de curas através da hipnose foi obtido nos Papiros de Ebers, os quais nos dá uma idéia a respeito da teoria e prática da medicina egípcia antes de 1552 A.C.. Nos Papiros de Ebers é descrito um tratamento no qual o médico colocava suas mãos sobre a cabeça do paciente e, afirmando possuir poderes sobre-humanos de cura, recitava estranhos mantras terapêuticos que eram sugeridos aos pacientes, resultando em cura. O Rei Pyrrhus do Egito, o Imperador Vespasiano, Francis I da França e outros reis franceses até Charles X, praticavam a cura dessa maneira.
Acredita-se que os egípcios tenham sido os criadores dos “Templos do Sono”, nos quais os sacerdotes administravam tratamento similar em seus pacientes através do uso da sugestão. Estes templos tornaram-se muito populares no Egito, espalhando-se posteriormente para a Grécia e Ásia Menor.
O advento do Cristianismo tem muito a ver com o declínio da hipnose e da cura através do transe, porque a hipnose passou a ser considerada uma prática de feitiçaria, e a cura através do transe, quando praticada, era cercada de todo segredo possível. No século X, Avicenna, um grande médico árabe, afirmou: “A imaginação pode fascinar e modificar o corpo de um homem, tornando-o doente ou restaurando-lhe a saúde”.
A Hipnose Clínica cada vez mais vem se firmando como um importante instrumento no tratamento de diferentes diagnósticos. Muitas estão sendo as pesquisas que vem confirmando sua eficácia e eficiência nos mais diversos tipos tratamento terapêutico. Diferentes foram os pensadores, que através do tempo buscaram respostas para as dificuldades humanas, pela hipnose. Alguns enfatizando seus mistérios, outros mostrando sua simplicidade.
A forma como cada indivíduo responde aos estímulos apresentados é diferente, único e individual. Assim como aqui a hipnose é trabalhada, de forma única e individual, dependendo de cada paciente. Cada problema, doença ou dificuldade aparecerá por motivos diferentes em cada paciente, e por isso a necessidade de um tratamento individual, sem regras e sem padronizar o ser humano, descartando a idéia de enquadrá-lo em técnicas prontas, dando a impressão que todos tem os mesmos problemas pelos mesmos motivos.
A hipnose nada mais é que uma forma de comunicação, ou seja, uma forma de fazer comum, que provoca mudanças e transformações, levando o indivíduo a prática do pensar sobre si mesmo e por si mesmo. Com esta comunicação podem-se produzir os fenômenos ditos da Hipnose, como regressão de idade, hiperamnésia, analgesia e outras. Dependendo também do sistema orgânico de cada um, a Higiene Mental (familiar, social e do trabalho) adquirida, suas aprendizagens, pensamentos, apreensões e articulações obtidas durante sua vida.
Como seres humanos, somos induzidos e condicionados desde o momento de nosso nascimento, assumimos a capacidade de psicossomatização e crescemos sob a influência do meio ambiente em que vivemos. É sabido que doravante, a humanidade estará cada vez mais propensa à insegurança e ao medo constante, devido ao crescimento da hostilidade e da criminalidade que impera em nossa sociedade. Fatos que certamente influenciam no comportamento humano. Por outro lado a avalanche de informações que chegam pelos veículos de comunicação, numa exploração do sensacionalismo, a mídia tem-se aproveitado disso para ampliar de forma inconseqüente, o sexo, a violência, medo, insegurança na população, utilizando-se de ferramentas indutoras, na forma de desenhos animados, filmes, telejornais, novelas, etc…. e, cada vez mais a população tende a conviver com a ansiedade, estresse e depressão.
Dentro de todo esse contexto, a Hipnose Clínica surge para dar um pouco mais de esperança ao mundo moderno, está sendo preparada para ser a medicina do futuro, resgatando a verdadeira essência da Vida, eliminando as impurezas da mente humana, possibilitando melhor qualidade de vida, servindo como coadjuvante aos tratamentos convencionais da medicina, odontologia e psicologia, considerada ciência.