Psicopatologias

Psicopatologia é um termo de origem grega;

Psykhé significa alma e patologia estudo das doenças, seus sintomas. Porém a filosofia só admite enfermidades biológicas ou antropológicas, sendo assim de forma conceitual só admite as doenças que possam de alguma forma serem diagnosticadas no corpo. Portanto as patologias psiquicas seriam aquelas que se manifestam juntamente com alterações patológicas orgânicas.

A Psicopatologia se estabelece através da observação e sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde mental, particularmente os médicos em geral, aos psiquiatras aos psicólogos, sociólogos a todo o grupo das ciências humanas.

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Origem problemas psíquicos

Freud, na divisão topográfica do cérebro, estabeleceu as seguintes estruturas: Ego (Eu), INCS (Isso), Superego (Supereu). O Ego (Eu) se define como uma pequena porção de nosso encéfalo e totalmente consciente, estrutura responsável pelo princípio da realidade, ou seja, aquilo que posso ver, sentir, tocar e perceber.

Já a maior porção do encéfalo e totalmente inconsciente, que por sua imensidão ele a comparou com o oceano, denominou de Isso ou Inconsciente, estrutura impulsora do princípio do prazer, ou seja, tudo que nos dá prazer vem do inconsciente.

É por isso que muitas vezes realizamos algo que desejamos muito, e logo em seguida somos tomados de terrível arrependimento, e/ou culpa pelo ato em si.

Uma outra estrutura estreita, localizada entre o consciente e o inconsciente, onde a metade é consciente e a outra metade inconsciente, ele a denominou de Superego ou Supereu, que também chamou de sensor, ou limite, estrutura responsável pelos nossos “valores, princípios morais, religiosos e éticos”.

Durante o dia, o princípio do prazer e o sensor travam constantes conflitos. É um querendo ter prazer a todo custo, e o outro proibindo e condenando através de diálogo interno, lançando por exemplo indagações: “o que vão pensar sobre isso?”, “isso é pecado!”, “isso é um crime!”; e outras cobranças.

Como mediador desse conflito, está o Ego (princípio da realidade), que mantém o equilíbrio entre essas estruturas. Mas quando chega noite, o Ego, estrutura consciente, sai de sena. A parte consciente do Superego (sensor) também sai de sena.

Só ficando a estrutura inconsciente, ou seja, o princípio do prazer, que, através do sonho, realiza todos os desejos inconscientes e resíduos diurnos. São considerados resíduos diurnos as coisas não realizadas durante o dia. E ainda os recalques (traumas), que são responsáveis pelos pesadelos e sonhos penosos. E dessa forma se explica o porquê de alguns sonhos, que muitas vezes deixam as pessoas confusas e perguntando a si mesmas os motivos de ter sonhado aquilo, pois em seu estado de vigília não seria capaz de realizar tal façanha, por medo, culpa ou princípios morais e religiosos.

A função fisiológica do sonho é a de evitar que sujeito se desestruture psiquicamentente. Dessa forma, durante a noite, a pessoa sonha várias vezes enquanto dorme, porém se lembra apenas de um dos sonhos.

Quando uma pessoa diz que não sonha, na verdade deveria dizer que não lembra, pois, se observar bem, por várias vezes em sua vida acordou com determinada alegria e satisfação, dizendo não sei porque, mas hoje estou tão bem.

Por experiência profissional, afirmo que este esquecimento se dá pelo fato de que se a lembrança for causar sofrimento à pessoa, por seus princípios éticos, morais e religiosos, o Ego entra com seu famoso mecanismo de defesa, pois a função do sonho é a de evitar a desestruturação psíquica e não a de causar sofrimento.
Ainda quero colocar a existência dos sonhos premunitórios ou clarividentes.

Para defini-los, é necessário um rígido controle por anotações e comparação com os acontecimentos em relação ao material sonhado. Caso contrário, é mera coincidência e deverá descartá-lo como premunitório ou clarividente.

Por outro lado, uma vez confirmado serem estes sonhos premunitórios, deverá a pessoa procurar um parapsicólogo, pois assim estaria evitando que venha a entrar em desequilíbrio psíquico. Já atendi vários casos em que a pessoa portadora desse fenômeno sente-se responsável por evitar uma tragédia com a pessoa com quem sonhou, pois nestes sonhos a pessoa relata ter sonhado claramente detalhes do acontecimento e, em prantos e descompensada, diz que tinha a obrigação de ter evitado aquele fato.

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Traumas e sintomas:

O trauma é uma dor psíquica sofrida por uma ameaça ou agressão, tanto no campo físico como psíquico, podendo ser uma perda (luto), uma separação de um objeto de amor. Por objeto de amor se entende tanto um ser humano, como um animal de estimação, ou mesmo um objeto ou coisa, já que há pessoas que valorizam mais as coisas do que as pessoas.

Diante do trauma, a dor psíquica permanece por vários dias, deixando a mesma em total desequilíbrio. E se permanecer no consciente (Ego), a pessoa pode até mesmo enlouquecer.

Como sabedoria da natureza humana, o Ego (princípio da realidade) entra com os famosos mecanismos de defesa, jogando a lembrança dolorosa para o inconsciente em forma de esquecimento, e criando uma barreira energética chamada de recalque. Porém essa barreira é vulnerável para segurar o trauma em forma de esquecimento. Dessa forma, o trauma ameaça romper a barreira (recalque) e voltar a incomodar a pessoa.

Diante dessa ameaça, o Ego entra com outro mecanismo de defesa chamado resistência. Agora com essas duas barreiras energéticas, o recalque e a resistência, o trauma já não mais ameaça romper as barreiras.

Mas ele burla as duas barreiras, vindo em forma de disfarce, e continua a incomodar a pessoa. O disfarce do trauma é o sintoma: a ansiedade, a angustia, os medos. Mas são aqueles medos que não representam ameaças a pessoa, ou seja, os fóbicos. A tristeza, mas aquelas não autênticas, ou seja: estou triste, mas não sei por quê. Manifestam-se também pela timidez, insegurança, medo de dirigir etc..

Tomando o exemplo do medo de dirigir, podemos afirmar ser um disfarce, pelo fato de que o simples ato de dirigir não representar ameaça real de morte ao motorista, e sim a negligência de um ou do outro no volante, podendo ainda levar em conta as variáveis ambientais, geográficas e condições da estrada.

Para que vocês tenham uma compreensão destes mecanismos de defesa, o princípio da realidade (consciente), hipoteticamente seria duas pessoas que estão reunidas em uma sala, tratando de um assunto importante, quando repentinamente entra uma pessoa alcoolizada, ou delinqüente (trauma), dessa forma ameaçando o curso da reunião, e até mesmo os componentes da mesma.

Neste momento o delinqüente é jogado para fora da sala, e se fecha a porta, barreira energética (recalque). Neste instante, o trauma (delinqüente) diz que vai quebrar a porta e as pessoas que lá estão. Começa a chutar a porta, mas não o vejo mais; não sei se é a mesma pessoa, pois está por trás da porta, mas continuo sendo ameaçado.

E diante dessa ameaça é colocada uma outra barreira energética chamada resistência. Hipoteticamente dois homens fortemente armados, agora diante da resistência e do recalque, o trauma é impedido de chutar a porta, não mais ameaça rompê-la, mas burla as duas barreiras, a resistência e o recalque, através do seu grito, e continua a incomodar, só que agora em forma de disfarce.

O grito do trauma é o sintoma, ou seja, sabe-se que tem alguém gritando, acha-se que é a mesma pessoa, mas para ter certeza, tem que abrir a porta (recalque), e retirar os homens armados (resistência). Quando uma pessoa, por exemplo, no caso de medo de dirigir, quando diz que sabe a causa do seu medo, é mero engano, pois quando a pessoa tem a consciência da origem do problema e resignifica, o sintoma desaparece, claro que diante de uma elaboração psicoterápica.

Aproveito a oportunidade para esclarecer que a origem de nossos problemas psíquicos, se instalam nas fases de 0 a 8 anos de idade, vida fetal, e até mesmo através de um código genético de memória, o que o Jung chamou de Inconsciente Coletivo.

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CIÊNCIA:

O neurologista britânico, Oliver Sacks, hoje Professor no Albert Einstein College of Medicine, ao expor um de seus casos sobre a síndrome de Korsakov, ou seja, a dificuldade de lembrar, a existência de “abismos de amnésia”, conta que naquela situação havia “alguma perda essencial e total da realidade íntima, do sentimento e do sentido, da alma”, para concluir:
“Sem dúvida, como disseram as irmãs, ele possuía uma alma, uma alma imortal, no sentido teológico; podia ser visto, e amado, como um indivíduo pelo Todo-Poderoso; porém, elas concordavam, algo muito perturbador acontecera com ele, com seu espírito, seu caráter, no sentido ordinário, humano”.

Ou ainda, diante de outro caso de síndrome de Korsakov, “pura”, “não complicada por outros fatores, emocionais ou orgânicos”, consultou o grande especialista da época, pioneiro nos estudos de neuropsicologia da memória, A. R. Luria, que lhe respondeu: “Não há prescrições para um caso como esse.

Faça o que sua perspicácia e seu coração sugerirem. Há pouca ou nenhuma esperança de recuperar a sua memória. Mas um homem não consiste apenas em memória. Ele tem sentimento, vontade, sensibilidades, existência moral -aspectos sobre os quais a neuropsicologia não pode pronunciar-se.

E é ali, além da esfera de uma psicologia impessoal, que você poderá encontrar modos de atingi-lo e mudá-lo. (…) Em termos neuropsicológicos, há pouco ou nada que você possa fazer; mas no que respeita ao indivíduo talvez você possa fazer muito”.

Somos, portanto, uma unidade composta de corpo e alma, que é o primeiro passo que penso deve ser dado para que os desafios da ciência médica sejam desvendados e incorporados desde que Hipócrates apresentou o conceito histórico de doença, ou seja, a descrição da evolução da doença, do primeiro sinal até o seu máximo, com a precisa expressão da antiga palavra patologia.

Este texto foi extraído do trabalho: O mistério da vida e a descoberta do código genético. de Carlos Alberto Menezes Deireito. Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Membro da Associação de Juristas Católicos.

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CÓDIGO GENÉTICO DE MEMÓRIA:

Segundo essa teoria, assim como você herda um código genético de cor da pele; cor dos olhos de seus antepassados; também herda um código genético de memória, das lembranças que seus antepassados tiveram.

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INCONSCIENTE COLETIVO DE JUNG:  arquétipos.

Segundo Jung, o inconsciente coletivo não deve sua existência a experiências pessoais; ele não é adquirido individualmente. Jung faz a distinção: o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo.

O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.

O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam.

Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras, no primeiro contato com uma, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo.

Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.

Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo.

Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem.

Observação: É bom deixar claro que, em tais sintomas, muitas vezes não há um prognóstico favorável ao tratamento médico e psicológico tradicional, ficando em sua maioria sem diagnóstico, ou até mesmo diagnosticando como endógeno, ou então genético.

Um exemplo é o caso da depressão endógena (sem causa aparente). Através da hipnose em regressão de memória, quando se trata de uma pessoa sensível à técnica de hipnose, e respeitando o tempo do paciente, ou seja, indo passo a passo, no ritmo que o paciente consegue dar, sempre se chega à causa.

A dificuldade encontrada no tratamento médico e psicológico tradicional, em se tratando de pessoas adultas, se dá, na minha opinião, pelo fato de fazer uso da fala como fonte de investigação, e registro de anamnese das lembranças da infância, que a mesma traz consigo.

Sendo assim, se um paciente adulto teve uma infância feliz, conseguirá no máximo lembrar, dos fatos vivenciados de seis anos em diante. Por outro lado, se teve uma infância hostilizada, na maioria das vezes apagam totalmente de sua memória todas estas lembranças.

É muito comum no consultório, quando se pergunta sobre a infância, o paciente verbalizar, que só lembra de seus 15 anos em diante, ou de outra fase da adolescência que traz boas recordações.

Já na regressão de memória o paciente traz o material de memória emergido da vida fetal, primeira infância de 0 a 8 anos, e até mesmo o material do código genético de memória citado anteriormente. Deixo para que cada um dos que lerem este tópico, tire suas próprias conclusões, sem que entre em choque de crenças.

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Depressão

O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas.

No caso do Transtorno depressivo a depressão é caracterizado por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. É uma doença que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento.

A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.

Normalmente a pessoa depressiva tem uma visão negativada da tríade cognitiva, ou seja tem uma visao negativa de si, do mundo que a cerca e de seu futuro.

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Depressão Pós Parto

A depressão pós-parto é uma depressão propriamente dita; recebe essa classificação sempre que iniciada nos primeiros seis meses após parto. Sua manifestação clínica é igual a das depressões, ou seja, é prolongada e incapacitante requerendo o uso de antidepressivos.

Existe ainda uma depressão considerada mais leve e mais comum após o parto chamada de Blues Postpartum. O blues é uma condição benigna que se inicia nos primeiros dias após o parto e dura de alguns dias a poucas semanas. Por ser considerada de intensidade leve não requer uso de medicações, pois é autolimitada e cede espontaneamente. Caracteriza-se basicamente pelo sentimento de tristeza e o choro fácil que não impedem a realização das tarefas de mãe.

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Sindrome do Pânico

O transtorno do pânico caracteriza-se por crises de ansiedade ou medo, que ocorrem de forma intensa e inesperada. O pânico vem acompanhado de uma sensação de mal estar global, física e mental, promovendo o comportamento de fuga. Por isso, consideramos natural o pânico em situações concretas que podem promover tal comportamento, como estar em local aparentemente sem saída diante de um incêndio. O transtorno de pânico vem acompanhado por uma ansiedade antecipatória, comum em outros transtornos de ansiedade.

Trata-se da preocupação excessiva que antecede o evento. Como o paciente com pânico nunca sabe quando sofrerá nova crise, está sempre apreensivo. Quando associa a possibilidade de nova crise a algum local ou situação tende a esquivar-se dele, devido à ansiedade vinculada. Portanto, a evitação é um comportamento decorrente da atribuição do local a sua crise.

Por fim, a hipocondria é uma manifestação freqüente no transtorno do pânico, talvez devido à associação das crises com sintomas físicos como mal estar cardíaco, torna comum a busca desses clientes por pronto socorro, laboratórios ou exames cardiológicos com um medo eminente de ataque cardíaco ou possibilidade de morte.

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TOC

O Transtorno Obsessivo Compulsivo é um transtorno de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão).

Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões.

Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão).

A pessoa portadora de TOC tenta ignorá-los ou eliminá-los através de ações que são intencionais e repetitivas. Geralmente reconhece que seu comportamento é excessivo ou que não há muita razão para fazê-lo.

As obsessões ou compulsões acarretam grande estresse, consomem tempo (mais de uma hora por dia) ou interferem bastante na rotina normal, no trabalho ou nas atividades sociais e relacionamentos interpessoais.

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Ansiedade

A ansiedade caracteriza-se por um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como frio no estômago, opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras. Ansiedade diferente do medo é uma resposta a uma ameaça desconhecida.A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças.

A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências.

Portanto, a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas.

Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico. A tensão oriunda do estado de ansiedade pode gerar comportamento agressivo sem com isso se tratar de uma ansiedade patológica.

A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

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Fobia Social

A fobia social é um transtorno caracterizado pelo medo excessivo de ser o foco da atenção de outras pessoas e nessa circucunstância, fazer algo ridículo ou humilhante.

Quem tem fobia social apresenta um medo exagerado da interação com pessoas e vai evitar as situações de exposição social, ainda que isso prejudique sua vida. Caso não consiga evitar, sofrerá grande desconforto.

Além disso, ocorre o que chamamos de ansiedade antecipatória, isto é, um aumento significativo de ansiedade no período que antecede as situações de exposição social.

Quando a pessoa é obrigada a enfrentar a situação ela apresentaré um aumento rápido de ansiedade, acompanhado de sintomas físicos, tais como: tremor, sudorese, taquicardia, palpitações, empalidecimento, semsação de perda de consciência, náuseas, desconforto abdominal e formigamentos.

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Transtorno Bipolar

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem.

Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.

A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro.

O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor. A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente depressivo..

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Anorexia

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado pela busca incessante por magreza e com isso a elaboração de estratégias para atingir este objetivo. Uma pessoa anoréxica tem uma imagem corporal distorcida, ou seja há uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, na auto-percepção da forma e/ou do tamanho do corpo.

A pessoa continua se sentindo gorda mesmo estando excessivamente magra, quando ela se olha no espelho não consegue visualizar sua imagem real e sim sua imagem distorcida.

O medo intenso de ganhar peso leva o individuo a se utilizar de várias estratégias que vão desde a recusa em alimentar-se de forma saudavel, pois vira vitima de tabelas calóricas, até o uso abusivo de laxantes e diuréticos, auto indução de vomitos e prática de exercícios intensos.

Assim sendo, a recusa alimentar é apenas uma conseqüência dessa distorção doentia do esquema corporal. A auto-estima dos pacientes com Anorexia Nervosa depende obsessivamente de sua forma e peso corporais. A perda de peso é vista como uma conquista notável e como um sinal de extraordinária disciplina pessoal, ao passo que o ganho de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrole.

Embora alguns pacientes com este transtorno possam reconhecer que estão magros, eles tipicamente negam as sérias implicações de seu estado de desnutrição.

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Bulimia

As características essenciais da Bulimia Nervosa consistem de compulsões periódicas e métodos compensatórios inadequados para evitar ganho de peso. Além disso, a auto-avaliação dos pacientes com Bulimia Nervosa é excessivamente influenciada pela forma e peso do corpo, tal como ocorre na Anorexia Nervosa.

Para qualificar o transtorno, a compulsão periódica e os comportamentos compensatórios inadequados devem ocorrer, em média, pelo menos duas vezes por semana por 3 meses.

Uma compulsão periódica é definida pela ingestão, num período limitado de tempo, de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos pacientes consumiria sob circunstâncias similares.

O médico deve considerar o contexto no qual a compulsão periódica ocorreu; durante uma celebração ou uma ceia festiva, por exemplo, o que seria considerado um consumo excessivo em uma refeição comum é considerado normal.

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Agorafobia

A agorafobia caracteriza-se pelo comportamento de esquiva relacionado a lugares ou situações onde o evitar geralmente é difícil ou embaraçoso caso ocorra uma crise de pânico ou mal estar.

Para a realização do diagnóstico basta a existência do comportamento marcante de evitação de determinados locais por medo de passar mal, ter um ataque de pânico ou os sintomas parecidos a um ataque de pânico, sem que nada de errado tenha acontecido nesse local com esse paciente.

Ter medo de passar mal em locais onde se acidentou anteriormente não pode ser classificado como agorafobia. Os lugares específicos mais freqüentemente atingidos pela a agorafobia são os túneis, passarelas, pontes, avenidas largas ou rodovias; pode se manifestar pelo medo de multidões como em shopping centers, restaurantes, filas, cinemas, teatros, elevadores.

Quando a limitação é eventual parece pequeno o incomodo, mas quando atinge locais essenciais como ônibus, carros, metrô ou trens a vida do cliente fica bem mais comprometida. Toda essa dificuldade sempre é superada pela companhia de alguém, mesmo uma criança é suficiente para o agorafóbico sentir-se tranqüilo. Motivo pelo qual a agorafobia interfere na dinâmica da família.

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Distimia

A distimia é um transtorno em que a pessoa apresenta além do mau humor, outras alterações como falta ou excesso de apetite, insônia ou hipersônia, pouca energia ou fadiga, baixa auto-estima, pouca concentração ou dificuldade de tomar decisões e sentimentos de desesperança.

Algumas vezes encontramos pacientes que apresentam sintomas somáticos como náusea, vomito, cefaléia e enxaqueca. É natural a pessoa apresentar alterações de humor, mas apresentar os sintomas da doença por mais de dois anos pode ser diagnosticado como distimia.

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Esquizoafetivo

É um quadro considerado pouco comum e de difícil diagnóstico. Trata-se de um transtorno episódico no qual tanto os sintomas afetivos quanto os esquizofrênicos são proeminentes de tal modo que o episódio da doença não justifica um diagnóstico quer de esquizofrenia quer de episódio depressivo ou maníaco.
Isso significa que o paciente não é esquizofrênico, embora psicótico, com marcantes sinais de transtornos afetivos, ou seja, tem características tanto da esquizofrenia quanto dos transtornos de humor.

Com evidentes períodos em que se apresenta como deprimido ou maníaco e sem sintomas psicóticos, e fases em que fica psicótico sem sintomas afetivos, portanto os sintomas podem aparecer juntos ou de maneira alternada.

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Esquizofrenia

Os sintomas característicos de Esquizofrenia envolvem uma faixa de disfunções cognitivas e emocionais. É um quadro complexo apresentando disfunções ao nível do pensamento, percepção e emoção, afetando a capacidade da pessoa distinguir entre as experiências vividas e imaginárias.

Tem o seu início marcado entre o final da adolescência e o inicio da vida adulta, aproximadamente até os 25 anos. Para o diagnóstico é preciso fazer o reconhecimento de vários sinais e sintomas, geralmente associados com prejuízo no funcionamento ocupacional e nas relações interpessoais e familiares.

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Fobia Específica

A fobia específica é o medo persistente e recorrente a um determinado objeto ou circunstância que desencadeia uma forte reação de ansiedade.

Este objeto sempre que apresentado desencadeia uma reação extrema de medo, ansiedade ou mal estar no paciente, podendo chegar a uma crise semelhante à crise de pânico. Geralmente, o paciente é capaz de identificar seu medo como algo exagerado, o que não é suficiente para evitar que esse medo interfira na sua rotina.

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Stress

O stress é um estado de alerta quase que permanente. Provavelmente o quadro clínico mais freqüente que existe.
Normalmente, para nos adaptarmos a situações novas o organismo produz dentre outros hormônios a adrenalina, o que nos dá condições de reagir as circunstancias súbitas ou ameaçadoras.
Dificuldades no dia a dia como trânsito, problemas financeiros, profissionais, familiares e violência urbana, fazem com que o organismo produza quantidades elevadas de Adrenalina.

Estar em situação de stress, ocasionalmente, não é prejudicial ao organismo. A permanência neste estado é que pode causar uma infinidade de problemas.

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Transtorno de Déficit de Atenção

A característica básica deste transtorno é a falta de persistência em atividades que requeiram atenção. Este problema pode ser detectado em torno dos cinco anos de idade e incide mais sobre meninos do que sobre meninas. O diagnóstico fica mais fácil depois que a criança entra para a escola, porque aí a comparação com outras crianças é natural, evidenciando-se o comportamento diferente.

Mesmo aquelas crianças consideradas muito inquietas antes de entrarem para o colégio, podem ficar comportadas e participativas; somente as crianças com algum transtorno não se adaptam. Geralmente crianças que tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo e além de não acabarem nada, deixam tudo desorganizado.

O adulto com Transtorno de Déficit de Atenção se caracteriza por um comportamento desatento, desconcentrado e facilmente distraído. Normalmente ele é pouco persistente no que faz, tendo dificuldade em completar suas tarefas, a ponto de alguns deles nunca terem conseguido ler um livro até o final.

Com um estilo de vida normalmente desorganizado, esses pacientes tendem a esquecer de pagar contas em dia, a serem confusos e caóticos no trabalho, a esquecer compromissos e não conseguem estabelecer prioridades.

Em geral são impacientes, tomam decisões precipitadas e, muitas vezes, se arrependem daquilo que fazem impulsivamente, são também inquietos, têm dificuldade em ficar quietos e quase sempre estão procurando coisas para fazer.