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MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL
( Frei Betto )
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã… ‘. ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena – a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus; se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório; mas se não pode comprar certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático’. Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”.

fev

17

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Psicanálise

Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psicologia desenvolvida por Sigmund Freud, médico neurologista vienense nascido em 1856 que se propõe à compreensão e análise do homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente e abrange três áreas:

1. um método de investigação da mente e seu funcionamento;

2. um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano;

3. um método de tratamento psicoterapêutico.

Essencialmente é, assim, uma teoria da personalidade e um procedimento de psicoterapia;

a psicanálise, contudo, influenciou muitas outras correntes de pensamento e disciplinas das diversas ciências humanas, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.

Importante ainda é observar que em linguagem comum, o termo psicanálise é muitas vezes usado como sinônimo de psicoterapia ou mesmo de psicologia. Em linguagem mais própria, no entanto, psicologia refere-se à ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, psicoterapia ao uso clínico do conhecimento obtido por ela – ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo – e psicanálise referem-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud; psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras formas de psicoterapia.

De acordo com Freud, psicanálise é o nome de um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo, um método (baseado nessa investigação) para o tratamento de distúrbios neuróticos, e uma coleção de informações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumulou numa “nova” disciplina científica. A essa definição elaborada pelo próprio Freud pode ser acrescentada um tratamento possível da psicose e perversão, considerando o desenvolvimento dessa técnica.

Ainda segundo o seu criador a psicanálise cresceu num campo muitíssimo restrito. No início, tinha apenas um único objetivo — o de compreender algo da natureza daquilo que era conhecido como doenças nervosas ‘funcionais’, com vistas a superar a impotência que até então caracterizara seu tratamento médico. Os neurologistas daquele período haviam sido instruídos a terem um elevado respeito por fatos químico-físicos e patológico-anatômicos e não sabiam o que fazer do fator psíquico e não podiam entendê-lo. Deixavam-no aos filósofos, aos místicos e — aos charlatães; e consideravam não científico ter qualquer coisa a ver com ele.

fev

17

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Psicanalista

Diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista

As atuações das três profissões “psis”.

O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.

O psiquiatra é um profissional  da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria, esta é composta de 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação em psicologia, ciência que estuda os processos mentais  e o comportamento humano. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseado nas associações livres e na transferência, buscando a causa dos problemas do indivíduo (sentimentos, emoções, pensamentos, razão). O psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.

fev

17

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Regressão

A regressão, hoje em dia muito em uso, pretende localizar e eliminar as causas de fobias, traumas, psicoses, neuroses, hábitos, dificuldades emocionais, etc. ou ajudar a controlar o stress e numerosas outras condições.

Frequentemente faz-se uso da hipnose para levar a pessoa às causas de tais problemas ou situações e dessa forma a ajudar a ultrapassar e vencer o seu bloqueio ou problema.

Desta forma pretende-se alcançar um equilíbrio entre o mundo interior e o exterior levando a pessoa a um estado de maior capacidade de gerir e de lidar com a sua vida.

No entanto convém salientar que existem muitos outros métodos de regressão além da hipnose e todos eles também igualmente válidos desde que feitos por profissionais competentes.

Da mesma forma existem muitas e variadas causas para os problemas e nem sempre a hipnose é o melhor meio de localizá-las e eliminar, existindo hoje em dia muitas técnicas e terapias, pois, torna-se necessário identificar corretamente qual ou quais as causas para que se possam aplicar as melhores soluções.

Além destes métodos existem também aqueles que trabalham as memórias dos tecidos, ou seja, as memórias somáticas provenientes desta vida ou provenientes de emoções de ancestrais carregadas nas células do corpo físico. Hoje sabe-se que não basta libertar apenas a mente dos seus problemas mas que temos também de libertar os tecidos das suas memórias para que se consigam atingir bons resultados.

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Hoje sabe-se que as células registam os traumatismos pelos quais elas passaram e que essa é uma das razões das células muitas vezes não funcionarem ou de afetarem a pessoa quer a nível físico, mental ou emocional.

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As terapias que trabalham as memórias dos tecidos (ou as memórias somáticas) são terapias que lidam com as somatizações emocionais, uma vez que visam libertar o corpo das emoções que ficaram retidas na ocasião de acidentes, quedas, traumatismos, violações, stress e outras situações que envolveram o corpo e a mente.

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Hoje sabe-se que enquanto as memórias somáticas não forem libertadas, a pessoa não consegue ultrapassar muitos dos seus problemas.

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Da mesma forma, para ultrapassar problemas que muitas das vezes teimam em não se libertar na totalidade durante a aplicação de terapias que apenas se dirigem à  mente, há que fazer uso de outras técnicas e terapias, sobretudo daquelas que trabalham as memórias celulares.
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Seja qual for a terapia ou técnica usada, ela visa sempre a libertação do problema ou ajudar a pessoa a lidar melhor com ele e para isso há que usar a terapia que mais se adapte à pessoa e ao seu problema.
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A regressão é uma situação que acontece em qualquer destas terapias, quer na hipnose ou noutra que se dirija à mente ou à alma quer nas terapias que se dirigem ao corpo.

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E numa regressão, tanto se pode ficar nesta vida como eventualmente ir até vidas passadas.

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Algumas das pessoas veem as regressões como uma possibilidade para irem a vidas passadas e dessa forma encontrarem respostas para a sua curiosidade ou para os seus males. Infelizmente isso nem sempre é possível. Quando se faz um trabalho sério, o terapeuta leva a pessoa a resolver ou a lidar com o problema em causa e cinge-se apenas a isso, qualquer que seja a origem, a causa do problema.
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O interesse de todo o terapeuta é que a pessoa se sinta bem e para isso existem muitas técnicas e terapias que conseguem este intuito.

fev

17

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Depressão

DEPRESSÃO

É uma doença física como outra qualquer, só que desorganiza as reações emocionais.

A depressão é muito complexa e difícil de ser diagnosticada, pois um dos seus principais sintomas pode ser confundido com tristeza, apatia, preguiça, irresponsabilidade e em casos crônicos como fraqueza ou falha de caráter.

É muito comum ouvir as pessoas dizerem que estão “deprês” ou deprimidas, quando apenas estão chateadas, estressadas ou porque se desentenderam com alguém.

Independente do estado de espírito, até o ser mais iluminado perderia a paciência ou se chatearia numa briga de trânsito, invertida profissional, falta de grana, doença na família, perda de um ente querido, desemprego, crise conjugal e etc… Isto é comum na vida das pessoas, oscilamos o nosso humor diariamente. Só que depois de um curto período de tempo voltamos ao normal, sem grandes dramas, correndo atrás do prejuízo.

Já a pessoa deprimida ou com predisposição, às vezes com uma chateação corriqueira, pode ser nocauteada e cair num abismo sem fim ou então, ser mais resistente, mas numa crise brava também vai pro abismo. Por que é assim mesmo que se sente um deprimido. Uma pessoa sem perspectiva de vida, sem amor próprio, pessimista, desanimada que não vê graça em nada a não ser no seu isolamento e luto em vida.

Na realidade este desânimo perante a vida não é falta de atitude e sim um mau funcionamento cerebral. Porque embora muitas pessoas acham que depressão é frescura, ela é uma doença, um desequilíbrio bioquímico dos neurotransmissores (mensageiros químicos do impulso nervoso) responsáveis pelo controle do estado de humor.

A dopamina e serotonina são neurotransmissores que estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. A serotonina está ligada a sentimentos de bem estar ou mal estar. Ela regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo cardíaco, as funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e funções cognitivas. A dopamina está associada à sensação de euforia, entusiasmo e prazer. Esta regula o controle do movimento, da percepção e da motivação.

Na depressão a dopamina, serotonia e outras substâncias químicas como a noradrenalina, ácido gama-aminobutírico e aceticolina ficam alterados, desorganizando o estado de humor, as emoções, capacidade mental e o bem estar geral do organismo.

SINTOMAS

Após um período de tristeza, a pessoa esmorece e fica “isolada do mundo”. Não sente vontade de reagir, não acha graça em nada, se sente angustiada, sem energia, chora à toa, tem dificuldade para começar uma tarefa, dificuldade em terminar o que começou, persistência de pensamentos negativos e um mal-estar generalizado: indisposição, dores pelo corpo, insônia ou sonolência, alterações no apetite, falta de memória, concentração, vulnerabilidade, fraqueza, taquicardia, dores de cabeça, suores ou outros sintomas físicos que joga a pessoa pra baixo.

CAUSAS

A depressão pode ocorrer depois de uma situação estressante ou de perda. É comum sentir-se triste, desesperado numa crise financeira, separação ou morte de um ente querido. Também é normal se sentir fragilizado após uma situação estressante como um assalto, estupro ou seqüestro. Esta tristeza e medo tende a passar depois de um período de duas semanas a seis meses, depois disto a vida vai entrando nos eixos. Só que às vezes a pessoa não consegue reagir e esta tristeza se transforma em depressão, principalmente nas pessoas com predisposição à doença.

Existem também algumas doenças físicas que podem causar depressão: esclerose múltipla, derrame, hepatite, hipotireoidismo, apnéia do sono, hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes. Além das doenças terminais como câncer e Aids.
Alguns medicamentos e drogas também levam á depressão como: cortisona, anfetaminas, pílulas anticoncepcionais, quimioterapia, álcool, crack, ecstasy, maconha entre outros.


TRATAMENTO

Em muitos casos, o tratamento da depressão será precedido por uma avaliação física e psíquica por um médico psiquiatra.

O tratamento poderá inclui o aconselhamento psiquiátrico e os remédios antidepressivos, que regulam a química cerebral.

Uma vez restaurada a química cerebral a depressão tende a melhorar e fica mais fácil erguer a cabeça e tomar uma atitude perante a vida.

Mas é importante ressaltar que apesar da melhora o tratamento ainda vai continuar por um prazo indeterminado, sob a avaliação de um psiquiatra.

Além da medicação é importante a psicoterapia, a força de vontade do paciente de correr atrás dos seus sonhos (objetivo), o auxílio da família, dos amigos e de um grupo de ajuda. Quanto mais amparado o paciente estiver, melhor será o processo de cura.


fev

17

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Angustia

Os sintomas da angústia

Angústia é uma sensação psicológica, caracterizada por “abafamento”, insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. Na moderna psiquiatria, a angústia é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos.

A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento,uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumaticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego. Angústia quando a integridade psíquica está ameaçada, também costuma-se haver angústia em estados paranóicos onde a percepção é redobrada e em casos de ansiedade persecutória. A angústia exerce função crucial na simbolização de perigos reais (situação, circunstância) e imaginários (consequencias temidas).

“Jean-Paul Sartre, filósofo francês contemporâneo, defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está condenado a ser livre, posto que sempre haverá uma opção de escolha: mesmo diante de A, posso optar por escolher não-A.

Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino. Também Sigmund Freud, Pai da Psicanálise, realizou estudos sobre o problema da angústia. Ele afirmou que vivemos um profundo mal-estar provocado pelo avanço do capitalismo. Contudo, a sua colaboração mais profunda para essa nossa temática pode ser percebida na sua análise do nosso aparelho psíquico: vivemos um conflito interno entre três instâncias psíquicas fundamentais ao equilíbrio do ser: nossas vontades (id) vivem em constante atrito com nosso instinto repressor (superego).

Podemos tudo aquilo que queremos? Infelizmente não. O balanço entre as vontades e as repressões tem que ser buscado pelo ego, a nossa consciência. É o ego que analisa a possibilidade real de por em prática uma ação desejada pelo nosso id. Não obstante, controla o excessivo rigor imposto pelo superego. A esse conflito entre o id e o superego, Freud denominou angústia.” (Cleberson Dias – Lic. Plena em Filosofia)

“Pessoas que apresentam o quadro de angústia sem acompanhamento profissional, desenvolvem outros distúrbios emocionais, tais como cansaço físico-mental, abaixamento da auto-estima e comportamentos desadequados”.

fev

17

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ANSIEDADE

Ansiedade

A ansiedade é uma sensação derivada de momentos de preocupação, tensão e apreensão, sentida como antecipação a problemas. Quando esta sensação é experimentada em momentos estressantes, em que as pessoas se vêem frente a situações difíceis e decisões importantes, é considerada normal.

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Mas a ansiedade passa a ser considerada um transtorno quando o indivíduo a experimentada de maneira exagerada, relacionada a preocupações excessivas e não realistas com situações que a maioria das outras pessoas enfrentariam com pouca dificuldade. Este transtorno costuma ser duradouro e crônico, ou seja, o paciente sofre com o estado de ansiedade elevado durante anos, com pequenos períodos de melhora.

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Com o que não deve ser confundida

1. Com a ansiedade cotidiana, pois quase todos nós nos sentimos ansiosos e tensos em face de situações ameaçadoras ou estressantes, o que é absolutamente natural, pois preocupar-se e ficar ansioso é até mesmo importante para a boa adaptação individual à sociedade e ao ambiente.

2. Com o transtorno do pânico, pois embora alguns dos sintomas da ansiedade generalizada ocorram também no transtorno do pânico, onde os pacientes experimentam estados de ansiedade prolongada entre uma crise e outra, os pacientes de ansiedade generaliza não apresentam crises de pânico e sim estados permanentes e prolongados de desconforto ansioso.

3. Com a fobia social, pois embora esse transtorno tenha a ansiedade como um sintoma significativo, sua principal característica é o isolamento social a que o fóbico social acaba se impondo, o que não ocorre no transtorno de ansiedade generalizada.

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Sintomas

O indivíduo que sofre de transtorno de ansiedade generalizada apresenta:

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Dificuldade para relaxar;
Sensação de que está no limite do nervosismo;
Tendência a cansar-se com facilidade;
Dificuldade de concentração e freqüentes esquecimentos;
Irritabilidade;
Tensão muscular;
Dificuldade para adormecer ou sono insatisfatório;

Preocupação com a possibilidade de doença grave ou acidente embora não existam indicativos de que essas coisaspossam vir a acontecer;
Tendência a assustar-se com facilidade e de forma intensa sem motivos justificáveis;
Em alguns casos podem ocorrer sintomas físicos como: boca seca, mãos ou pés úmidos, enjôos ou diarréia, aumento da freqüência urinária, sudorese excessiva, dificuldade de engolir ou sensação de um bolo na garganta;

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Tratamento

O tratamento mais indicado é a combinação de psicoterapia com medicamentos tranqüilizantes e antidepressivos,se for o caso. O médico é o melhor conselheiro.

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Algumas frases típicas de indivíduos

com níveis cronicamente altos de ansiedade:

“Freqüentemente fico preocupado com a aceleração dos meus batimentos cardíacos.”

“Pequenos aborrecimentos me atingem e me irritam.”

“Sou muito preocupado e isto me deixa abatido.”

“Freqüentemente tenho crises de completa exaustão e fadiga.”

“Sempre tenho dificuldades para tomar uma decisão.”

“Parece que estou sempre prevendo algo terrível.”

“Sinto-me nervoso e agitado todo tempo.”

“Penso que não sou capaz de enfrentar minhas dificuldades.”

Por A. L. Pereira

jun

16

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OS 12 PRINCÍPIOS PARA CURA DAS ATITUDES

As atitudes que curam são:

Crer que o Amor é a força curadora mais importante do mundo.
É viver em paz e felicidade.

É viver na integridade, com humildade e agradecimento.
É dar-se conta que nossos sentimentos não são causados pelas
pessoas, pelas coisas ou pelas situações fora de nós, senão pela propria
escolha de pensamentos r atitudes.
É dar-se conta que o modo de curar o mundo é curando as nossas atitudes e

É sobretudo aceitar as pessoas como são e aprender a amá-las
incondicionalmente.

OS 12 PRINCÍPIOS PARA CURA DAS ATITUDES

1. A essência do nosso ser é amor.

2. Saúde é paz interior. Curar é abandonar o medo.

3. Dar e receber são a mesma coisa.

4. Podemos nos desprender do passado e do futuro.

5. O agora é o único tempo que existe, e cada instante é para nos doarmos.

6. Podemos aprender a amar a nós mesmos e aos outros perdoando, ao invés de julgando.

7. Podemos nos transformar em pessoas que vêem o amor e o que une, em lugar de pessoas que vêem o erro e o que desune.

8. Podemos escolher nos direcionar para a paz interior, independente do que está acontecendo no exterior.

9. Somos alunos e professores uns dos outros.

10. Podemos nos concentrar na totalidade da vida e não nos seus fragmentos.

11. Sendo o Amor eterno, não existe razão para temer a dor e a morte.

12. Podemos sempre ver a nós mesmos e aos outros como seres que ou oferecem amor ou suplicam ajuda.

fev

28

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Psicopatologias

Psicopatologia é um termo de origem grega;

Psykhé significa alma e patologia estudo das doenças, seus sintomas. Porém a filosofia só admite enfermidades biológicas ou antropológicas, sendo assim de forma conceitual só admite as doenças que possam de alguma forma serem diagnosticadas no corpo. Portanto as patologias psiquicas seriam aquelas que se manifestam juntamente com alterações patológicas orgânicas.

A Psicopatologia se estabelece através da observação e sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde mental, particularmente os médicos em geral, aos psiquiatras aos psicólogos, sociólogos a todo o grupo das ciências humanas.

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Origem problemas psíquicos

Freud, na divisão topográfica do cérebro, estabeleceu as seguintes estruturas: Ego (Eu), INCS (Isso), Superego (Supereu). O Ego (Eu) se define como uma pequena porção de nosso encéfalo e totalmente consciente, estrutura responsável pelo princípio da realidade, ou seja, aquilo que posso ver, sentir, tocar e perceber.

Já a maior porção do encéfalo e totalmente inconsciente, que por sua imensidão ele a comparou com o oceano, denominou de Isso ou Inconsciente, estrutura impulsora do princípio do prazer, ou seja, tudo que nos dá prazer vem do inconsciente.

É por isso que muitas vezes realizamos algo que desejamos muito, e logo em seguida somos tomados de terrível arrependimento, e/ou culpa pelo ato em si.

Uma outra estrutura estreita, localizada entre o consciente e o inconsciente, onde a metade é consciente e a outra metade inconsciente, ele a denominou de Superego ou Supereu, que também chamou de sensor, ou limite, estrutura responsável pelos nossos “valores, princípios morais, religiosos e éticos”.

Durante o dia, o princípio do prazer e o sensor travam constantes conflitos. É um querendo ter prazer a todo custo, e o outro proibindo e condenando através de diálogo interno, lançando por exemplo indagações: “o que vão pensar sobre isso?”, “isso é pecado!”, “isso é um crime!”; e outras cobranças.

Como mediador desse conflito, está o Ego (princípio da realidade), que mantém o equilíbrio entre essas estruturas. Mas quando chega noite, o Ego, estrutura consciente, sai de sena. A parte consciente do Superego (sensor) também sai de sena.

Só ficando a estrutura inconsciente, ou seja, o princípio do prazer, que, através do sonho, realiza todos os desejos inconscientes e resíduos diurnos. São considerados resíduos diurnos as coisas não realizadas durante o dia. E ainda os recalques (traumas), que são responsáveis pelos pesadelos e sonhos penosos. E dessa forma se explica o porquê de alguns sonhos, que muitas vezes deixam as pessoas confusas e perguntando a si mesmas os motivos de ter sonhado aquilo, pois em seu estado de vigília não seria capaz de realizar tal façanha, por medo, culpa ou princípios morais e religiosos.

A função fisiológica do sonho é a de evitar que sujeito se desestruture psiquicamentente. Dessa forma, durante a noite, a pessoa sonha várias vezes enquanto dorme, porém se lembra apenas de um dos sonhos.

Quando uma pessoa diz que não sonha, na verdade deveria dizer que não lembra, pois, se observar bem, por várias vezes em sua vida acordou com determinada alegria e satisfação, dizendo não sei porque, mas hoje estou tão bem.

Por experiência profissional, afirmo que este esquecimento se dá pelo fato de que se a lembrança for causar sofrimento à pessoa, por seus princípios éticos, morais e religiosos, o Ego entra com seu famoso mecanismo de defesa, pois a função do sonho é a de evitar a desestruturação psíquica e não a de causar sofrimento.
Ainda quero colocar a existência dos sonhos premunitórios ou clarividentes.

Para defini-los, é necessário um rígido controle por anotações e comparação com os acontecimentos em relação ao material sonhado. Caso contrário, é mera coincidência e deverá descartá-lo como premunitório ou clarividente.

Por outro lado, uma vez confirmado serem estes sonhos premunitórios, deverá a pessoa procurar um parapsicólogo, pois assim estaria evitando que venha a entrar em desequilíbrio psíquico. Já atendi vários casos em que a pessoa portadora desse fenômeno sente-se responsável por evitar uma tragédia com a pessoa com quem sonhou, pois nestes sonhos a pessoa relata ter sonhado claramente detalhes do acontecimento e, em prantos e descompensada, diz que tinha a obrigação de ter evitado aquele fato.

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Traumas e sintomas:

O trauma é uma dor psíquica sofrida por uma ameaça ou agressão, tanto no campo físico como psíquico, podendo ser uma perda (luto), uma separação de um objeto de amor. Por objeto de amor se entende tanto um ser humano, como um animal de estimação, ou mesmo um objeto ou coisa, já que há pessoas que valorizam mais as coisas do que as pessoas.

Diante do trauma, a dor psíquica permanece por vários dias, deixando a mesma em total desequilíbrio. E se permanecer no consciente (Ego), a pessoa pode até mesmo enlouquecer.

Como sabedoria da natureza humana, o Ego (princípio da realidade) entra com os famosos mecanismos de defesa, jogando a lembrança dolorosa para o inconsciente em forma de esquecimento, e criando uma barreira energética chamada de recalque. Porém essa barreira é vulnerável para segurar o trauma em forma de esquecimento. Dessa forma, o trauma ameaça romper a barreira (recalque) e voltar a incomodar a pessoa.

Diante dessa ameaça, o Ego entra com outro mecanismo de defesa chamado resistência. Agora com essas duas barreiras energéticas, o recalque e a resistência, o trauma já não mais ameaça romper as barreiras.

Mas ele burla as duas barreiras, vindo em forma de disfarce, e continua a incomodar a pessoa. O disfarce do trauma é o sintoma: a ansiedade, a angustia, os medos. Mas são aqueles medos que não representam ameaças a pessoa, ou seja, os fóbicos. A tristeza, mas aquelas não autênticas, ou seja: estou triste, mas não sei por quê. Manifestam-se também pela timidez, insegurança, medo de dirigir etc..

Tomando o exemplo do medo de dirigir, podemos afirmar ser um disfarce, pelo fato de que o simples ato de dirigir não representar ameaça real de morte ao motorista, e sim a negligência de um ou do outro no volante, podendo ainda levar em conta as variáveis ambientais, geográficas e condições da estrada.

Para que vocês tenham uma compreensão destes mecanismos de defesa, o princípio da realidade (consciente), hipoteticamente seria duas pessoas que estão reunidas em uma sala, tratando de um assunto importante, quando repentinamente entra uma pessoa alcoolizada, ou delinqüente (trauma), dessa forma ameaçando o curso da reunião, e até mesmo os componentes da mesma.

Neste momento o delinqüente é jogado para fora da sala, e se fecha a porta, barreira energética (recalque). Neste instante, o trauma (delinqüente) diz que vai quebrar a porta e as pessoas que lá estão. Começa a chutar a porta, mas não o vejo mais; não sei se é a mesma pessoa, pois está por trás da porta, mas continuo sendo ameaçado.

E diante dessa ameaça é colocada uma outra barreira energética chamada resistência. Hipoteticamente dois homens fortemente armados, agora diante da resistência e do recalque, o trauma é impedido de chutar a porta, não mais ameaça rompê-la, mas burla as duas barreiras, a resistência e o recalque, através do seu grito, e continua a incomodar, só que agora em forma de disfarce.

O grito do trauma é o sintoma, ou seja, sabe-se que tem alguém gritando, acha-se que é a mesma pessoa, mas para ter certeza, tem que abrir a porta (recalque), e retirar os homens armados (resistência). Quando uma pessoa, por exemplo, no caso de medo de dirigir, quando diz que sabe a causa do seu medo, é mero engano, pois quando a pessoa tem a consciência da origem do problema e resignifica, o sintoma desaparece, claro que diante de uma elaboração psicoterápica.

Aproveito a oportunidade para esclarecer que a origem de nossos problemas psíquicos, se instalam nas fases de 0 a 8 anos de idade, vida fetal, e até mesmo através de um código genético de memória, o que o Jung chamou de Inconsciente Coletivo.

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CIÊNCIA:

O neurologista britânico, Oliver Sacks, hoje Professor no Albert Einstein College of Medicine, ao expor um de seus casos sobre a síndrome de Korsakov, ou seja, a dificuldade de lembrar, a existência de “abismos de amnésia”, conta que naquela situação havia “alguma perda essencial e total da realidade íntima, do sentimento e do sentido, da alma”, para concluir:
“Sem dúvida, como disseram as irmãs, ele possuía uma alma, uma alma imortal, no sentido teológico; podia ser visto, e amado, como um indivíduo pelo Todo-Poderoso; porém, elas concordavam, algo muito perturbador acontecera com ele, com seu espírito, seu caráter, no sentido ordinário, humano”.

Ou ainda, diante de outro caso de síndrome de Korsakov, “pura”, “não complicada por outros fatores, emocionais ou orgânicos”, consultou o grande especialista da época, pioneiro nos estudos de neuropsicologia da memória, A. R. Luria, que lhe respondeu: “Não há prescrições para um caso como esse.

Faça o que sua perspicácia e seu coração sugerirem. Há pouca ou nenhuma esperança de recuperar a sua memória. Mas um homem não consiste apenas em memória. Ele tem sentimento, vontade, sensibilidades, existência moral -aspectos sobre os quais a neuropsicologia não pode pronunciar-se.

E é ali, além da esfera de uma psicologia impessoal, que você poderá encontrar modos de atingi-lo e mudá-lo. (…) Em termos neuropsicológicos, há pouco ou nada que você possa fazer; mas no que respeita ao indivíduo talvez você possa fazer muito”.

Somos, portanto, uma unidade composta de corpo e alma, que é o primeiro passo que penso deve ser dado para que os desafios da ciência médica sejam desvendados e incorporados desde que Hipócrates apresentou o conceito histórico de doença, ou seja, a descrição da evolução da doença, do primeiro sinal até o seu máximo, com a precisa expressão da antiga palavra patologia.

Este texto foi extraído do trabalho: O mistério da vida e a descoberta do código genético. de Carlos Alberto Menezes Deireito. Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Membro da Associação de Juristas Católicos.

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CÓDIGO GENÉTICO DE MEMÓRIA:

Segundo essa teoria, assim como você herda um código genético de cor da pele; cor dos olhos de seus antepassados; também herda um código genético de memória, das lembranças que seus antepassados tiveram.

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INCONSCIENTE COLETIVO DE JUNG:  arquétipos.

Segundo Jung, o inconsciente coletivo não deve sua existência a experiências pessoais; ele não é adquirido individualmente. Jung faz a distinção: o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo.

O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.

O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam.

Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras, no primeiro contato com uma, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo.

Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.

Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo.

Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem.

Observação: É bom deixar claro que, em tais sintomas, muitas vezes não há um prognóstico favorável ao tratamento médico e psicológico tradicional, ficando em sua maioria sem diagnóstico, ou até mesmo diagnosticando como endógeno, ou então genético.

Um exemplo é o caso da depressão endógena (sem causa aparente). Através da hipnose em regressão de memória, quando se trata de uma pessoa sensível à técnica de hipnose, e respeitando o tempo do paciente, ou seja, indo passo a passo, no ritmo que o paciente consegue dar, sempre se chega à causa.

A dificuldade encontrada no tratamento médico e psicológico tradicional, em se tratando de pessoas adultas, se dá, na minha opinião, pelo fato de fazer uso da fala como fonte de investigação, e registro de anamnese das lembranças da infância, que a mesma traz consigo.

Sendo assim, se um paciente adulto teve uma infância feliz, conseguirá no máximo lembrar, dos fatos vivenciados de seis anos em diante. Por outro lado, se teve uma infância hostilizada, na maioria das vezes apagam totalmente de sua memória todas estas lembranças.

É muito comum no consultório, quando se pergunta sobre a infância, o paciente verbalizar, que só lembra de seus 15 anos em diante, ou de outra fase da adolescência que traz boas recordações.

Já na regressão de memória o paciente traz o material de memória emergido da vida fetal, primeira infância de 0 a 8 anos, e até mesmo o material do código genético de memória citado anteriormente. Deixo para que cada um dos que lerem este tópico, tire suas próprias conclusões, sem que entre em choque de crenças.

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Depressão

O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas.

No caso do Transtorno depressivo a depressão é caracterizado por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. É uma doença que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento.

A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.

Normalmente a pessoa depressiva tem uma visão negativada da tríade cognitiva, ou seja tem uma visao negativa de si, do mundo que a cerca e de seu futuro.

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Depressão Pós Parto

A depressão pós-parto é uma depressão propriamente dita; recebe essa classificação sempre que iniciada nos primeiros seis meses após parto. Sua manifestação clínica é igual a das depressões, ou seja, é prolongada e incapacitante requerendo o uso de antidepressivos.

Existe ainda uma depressão considerada mais leve e mais comum após o parto chamada de Blues Postpartum. O blues é uma condição benigna que se inicia nos primeiros dias após o parto e dura de alguns dias a poucas semanas. Por ser considerada de intensidade leve não requer uso de medicações, pois é autolimitada e cede espontaneamente. Caracteriza-se basicamente pelo sentimento de tristeza e o choro fácil que não impedem a realização das tarefas de mãe.

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Sindrome do Pânico

O transtorno do pânico caracteriza-se por crises de ansiedade ou medo, que ocorrem de forma intensa e inesperada. O pânico vem acompanhado de uma sensação de mal estar global, física e mental, promovendo o comportamento de fuga. Por isso, consideramos natural o pânico em situações concretas que podem promover tal comportamento, como estar em local aparentemente sem saída diante de um incêndio. O transtorno de pânico vem acompanhado por uma ansiedade antecipatória, comum em outros transtornos de ansiedade.

Trata-se da preocupação excessiva que antecede o evento. Como o paciente com pânico nunca sabe quando sofrerá nova crise, está sempre apreensivo. Quando associa a possibilidade de nova crise a algum local ou situação tende a esquivar-se dele, devido à ansiedade vinculada. Portanto, a evitação é um comportamento decorrente da atribuição do local a sua crise.

Por fim, a hipocondria é uma manifestação freqüente no transtorno do pânico, talvez devido à associação das crises com sintomas físicos como mal estar cardíaco, torna comum a busca desses clientes por pronto socorro, laboratórios ou exames cardiológicos com um medo eminente de ataque cardíaco ou possibilidade de morte.

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TOC

O Transtorno Obsessivo Compulsivo é um transtorno de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão).

Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões.

Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão).

A pessoa portadora de TOC tenta ignorá-los ou eliminá-los através de ações que são intencionais e repetitivas. Geralmente reconhece que seu comportamento é excessivo ou que não há muita razão para fazê-lo.

As obsessões ou compulsões acarretam grande estresse, consomem tempo (mais de uma hora por dia) ou interferem bastante na rotina normal, no trabalho ou nas atividades sociais e relacionamentos interpessoais.

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Ansiedade

A ansiedade caracteriza-se por um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como frio no estômago, opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras. Ansiedade diferente do medo é uma resposta a uma ameaça desconhecida.A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças.

A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências.

Portanto, a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas.

Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico. A tensão oriunda do estado de ansiedade pode gerar comportamento agressivo sem com isso se tratar de uma ansiedade patológica.

A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

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Fobia Social

A fobia social é um transtorno caracterizado pelo medo excessivo de ser o foco da atenção de outras pessoas e nessa circucunstância, fazer algo ridículo ou humilhante.

Quem tem fobia social apresenta um medo exagerado da interação com pessoas e vai evitar as situações de exposição social, ainda que isso prejudique sua vida. Caso não consiga evitar, sofrerá grande desconforto.

Além disso, ocorre o que chamamos de ansiedade antecipatória, isto é, um aumento significativo de ansiedade no período que antecede as situações de exposição social.

Quando a pessoa é obrigada a enfrentar a situação ela apresentaré um aumento rápido de ansiedade, acompanhado de sintomas físicos, tais como: tremor, sudorese, taquicardia, palpitações, empalidecimento, semsação de perda de consciência, náuseas, desconforto abdominal e formigamentos.

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Transtorno Bipolar

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem.

Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.

A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro.

O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor. A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente depressivo..

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Anorexia

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado pela busca incessante por magreza e com isso a elaboração de estratégias para atingir este objetivo. Uma pessoa anoréxica tem uma imagem corporal distorcida, ou seja há uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, na auto-percepção da forma e/ou do tamanho do corpo.

A pessoa continua se sentindo gorda mesmo estando excessivamente magra, quando ela se olha no espelho não consegue visualizar sua imagem real e sim sua imagem distorcida.

O medo intenso de ganhar peso leva o individuo a se utilizar de várias estratégias que vão desde a recusa em alimentar-se de forma saudavel, pois vira vitima de tabelas calóricas, até o uso abusivo de laxantes e diuréticos, auto indução de vomitos e prática de exercícios intensos.

Assim sendo, a recusa alimentar é apenas uma conseqüência dessa distorção doentia do esquema corporal. A auto-estima dos pacientes com Anorexia Nervosa depende obsessivamente de sua forma e peso corporais. A perda de peso é vista como uma conquista notável e como um sinal de extraordinária disciplina pessoal, ao passo que o ganho de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrole.

Embora alguns pacientes com este transtorno possam reconhecer que estão magros, eles tipicamente negam as sérias implicações de seu estado de desnutrição.

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Bulimia

As características essenciais da Bulimia Nervosa consistem de compulsões periódicas e métodos compensatórios inadequados para evitar ganho de peso. Além disso, a auto-avaliação dos pacientes com Bulimia Nervosa é excessivamente influenciada pela forma e peso do corpo, tal como ocorre na Anorexia Nervosa.

Para qualificar o transtorno, a compulsão periódica e os comportamentos compensatórios inadequados devem ocorrer, em média, pelo menos duas vezes por semana por 3 meses.

Uma compulsão periódica é definida pela ingestão, num período limitado de tempo, de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos pacientes consumiria sob circunstâncias similares.

O médico deve considerar o contexto no qual a compulsão periódica ocorreu; durante uma celebração ou uma ceia festiva, por exemplo, o que seria considerado um consumo excessivo em uma refeição comum é considerado normal.

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Agorafobia

A agorafobia caracteriza-se pelo comportamento de esquiva relacionado a lugares ou situações onde o evitar geralmente é difícil ou embaraçoso caso ocorra uma crise de pânico ou mal estar.

Para a realização do diagnóstico basta a existência do comportamento marcante de evitação de determinados locais por medo de passar mal, ter um ataque de pânico ou os sintomas parecidos a um ataque de pânico, sem que nada de errado tenha acontecido nesse local com esse paciente.

Ter medo de passar mal em locais onde se acidentou anteriormente não pode ser classificado como agorafobia. Os lugares específicos mais freqüentemente atingidos pela a agorafobia são os túneis, passarelas, pontes, avenidas largas ou rodovias; pode se manifestar pelo medo de multidões como em shopping centers, restaurantes, filas, cinemas, teatros, elevadores.

Quando a limitação é eventual parece pequeno o incomodo, mas quando atinge locais essenciais como ônibus, carros, metrô ou trens a vida do cliente fica bem mais comprometida. Toda essa dificuldade sempre é superada pela companhia de alguém, mesmo uma criança é suficiente para o agorafóbico sentir-se tranqüilo. Motivo pelo qual a agorafobia interfere na dinâmica da família.

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Distimia

A distimia é um transtorno em que a pessoa apresenta além do mau humor, outras alterações como falta ou excesso de apetite, insônia ou hipersônia, pouca energia ou fadiga, baixa auto-estima, pouca concentração ou dificuldade de tomar decisões e sentimentos de desesperança.

Algumas vezes encontramos pacientes que apresentam sintomas somáticos como náusea, vomito, cefaléia e enxaqueca. É natural a pessoa apresentar alterações de humor, mas apresentar os sintomas da doença por mais de dois anos pode ser diagnosticado como distimia.

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Esquizoafetivo

É um quadro considerado pouco comum e de difícil diagnóstico. Trata-se de um transtorno episódico no qual tanto os sintomas afetivos quanto os esquizofrênicos são proeminentes de tal modo que o episódio da doença não justifica um diagnóstico quer de esquizofrenia quer de episódio depressivo ou maníaco.
Isso significa que o paciente não é esquizofrênico, embora psicótico, com marcantes sinais de transtornos afetivos, ou seja, tem características tanto da esquizofrenia quanto dos transtornos de humor.

Com evidentes períodos em que se apresenta como deprimido ou maníaco e sem sintomas psicóticos, e fases em que fica psicótico sem sintomas afetivos, portanto os sintomas podem aparecer juntos ou de maneira alternada.

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Esquizofrenia

Os sintomas característicos de Esquizofrenia envolvem uma faixa de disfunções cognitivas e emocionais. É um quadro complexo apresentando disfunções ao nível do pensamento, percepção e emoção, afetando a capacidade da pessoa distinguir entre as experiências vividas e imaginárias.

Tem o seu início marcado entre o final da adolescência e o inicio da vida adulta, aproximadamente até os 25 anos. Para o diagnóstico é preciso fazer o reconhecimento de vários sinais e sintomas, geralmente associados com prejuízo no funcionamento ocupacional e nas relações interpessoais e familiares.

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Fobia Específica

A fobia específica é o medo persistente e recorrente a um determinado objeto ou circunstância que desencadeia uma forte reação de ansiedade.

Este objeto sempre que apresentado desencadeia uma reação extrema de medo, ansiedade ou mal estar no paciente, podendo chegar a uma crise semelhante à crise de pânico. Geralmente, o paciente é capaz de identificar seu medo como algo exagerado, o que não é suficiente para evitar que esse medo interfira na sua rotina.

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Stress

O stress é um estado de alerta quase que permanente. Provavelmente o quadro clínico mais freqüente que existe.
Normalmente, para nos adaptarmos a situações novas o organismo produz dentre outros hormônios a adrenalina, o que nos dá condições de reagir as circunstancias súbitas ou ameaçadoras.
Dificuldades no dia a dia como trânsito, problemas financeiros, profissionais, familiares e violência urbana, fazem com que o organismo produza quantidades elevadas de Adrenalina.

Estar em situação de stress, ocasionalmente, não é prejudicial ao organismo. A permanência neste estado é que pode causar uma infinidade de problemas.

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Transtorno de Déficit de Atenção

A característica básica deste transtorno é a falta de persistência em atividades que requeiram atenção. Este problema pode ser detectado em torno dos cinco anos de idade e incide mais sobre meninos do que sobre meninas. O diagnóstico fica mais fácil depois que a criança entra para a escola, porque aí a comparação com outras crianças é natural, evidenciando-se o comportamento diferente.

Mesmo aquelas crianças consideradas muito inquietas antes de entrarem para o colégio, podem ficar comportadas e participativas; somente as crianças com algum transtorno não se adaptam. Geralmente crianças que tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo e além de não acabarem nada, deixam tudo desorganizado.

O adulto com Transtorno de Déficit de Atenção se caracteriza por um comportamento desatento, desconcentrado e facilmente distraído. Normalmente ele é pouco persistente no que faz, tendo dificuldade em completar suas tarefas, a ponto de alguns deles nunca terem conseguido ler um livro até o final.

Com um estilo de vida normalmente desorganizado, esses pacientes tendem a esquecer de pagar contas em dia, a serem confusos e caóticos no trabalho, a esquecer compromissos e não conseguem estabelecer prioridades.

Em geral são impacientes, tomam decisões precipitadas e, muitas vezes, se arrependem daquilo que fazem impulsivamente, são também inquietos, têm dificuldade em ficar quietos e quase sempre estão procurando coisas para fazer.

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